Governador inaugura sistema de dessalinização

O governador Renan Filho e o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, assinaram, na manhã desta sexta-feira (25), no povoado Serrote dos Bois, zona rural de Santana do Ipanema, a ordem de serviço para a construção de 31 pequenas barragens em seis municípios do médio Sertão alagoano. Na ocasião, foi inaugurado, ainda, o sistema de dessalinização do Programa Água Doce, que beneficia 50 famílias daquela comunidade rural.

“Até o final do próximo ano, entregaremos mais 101 iguais a este daqui de Serrote dos Bois. Serão mais de 40 mil pessoas do Sertão e Agreste atendidas e que passarão a contar com água contínua, potável na porta de suas residências e que não dependerão mais de caminhão-pipa”, explicou Alexandre Ayres.

O Programa Água Doce é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) executado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). Cada unidade conta com investimento de R$ 200 mil. Quarenta por cento da água extraída do poço artesiano perfurado torna-se potável. O restante  (60%) vai para tanques de contenção e pode ser utilizado para a criação de peixes.

O governador afirmou que os investimentos feitos pelo Programa Água Doce garantem segurança hídrica e promovem a melhoria da qualidade de vida dos moradores do médio e alto Sertão.

“Essa é uma iniciativa muito importante. Nós estamos vendo, graças a Deus, o Sertão verde, mas passamos por uma seca muito grande. Agora, com esse sistema, as pessoas terão água de qualidade e dessalinizada”, disse Renan Filho.

A agricultora Rosa Maria dos Santos, 50 anos, cedeu uma tarefa de terra para que o Governo do Estado construísse o sistema de dessalinização no povoado Serrote dos Bois.

“Fiz a doação pensando no benefício que esse sistema de dessalinização vai nos proporcionar. Aqui moram 60 famílias. Quinze delas não têm cisterna e muitos chegavam aqui com um balde pedindo água. Agora teremos água de qualidade e o tempo todo”, comemora Rosa Maria, lembrando que além das cisternas, quando cheias, os moradores recorriam a barreiros e a poços salinizados, consumindo água de qualidade duvidosa.

Ascom – 26/08/2017

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