Governador de Minas Gerais defende acesso à escola mesmo sem carteira de vacinação em dia, gerando reação de parlamentar.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, tem defendido veementemente a ideia de que crianças possam frequentar o ensino público mesmo sem a carteira de vacinação em dia. Em uma entrevista à CNN, Zema afirmou que é “inquestionável” o direito de toda criança frequentar a escola, garantindo uma boa alimentação, uma merenda de qualidade e a aprendizagem de ciências, para que no futuro tenham condições de decidir se querem ou não ser vacinadas.

Essa postura do governador não é bem vista por todos, principalmente por se tratar de uma medida que vai contra as diretrizes do governo federal, que incluiu o imunizante da Covid-19 no plano obrigatório previsto para crianças de até cinco anos. A medida de Zema é interpretada como uma tentativa de agradar seu eleitorado, formado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Recentemente, o governador divulgou um vídeo ao lado de parlamentares bolsonaristas, comunicando que o comprovante de vacinação não seria necessário para os alunos da rede estadual. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou que essa medida “garante a liberdade” de todos os alunos.

No entanto, a atitude de Zema tem enfrentado resistência, como a ação movida pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), que acionou o Ministério Público contra o governador. Cerqueira argumenta que a carteira de vacinação é prevista pela Lei Estadual 20.018/2012, que estabelece a exigência do documento para pais de crianças de até dez anos.

Além disso, a deputada alerta que medidas como essa podem estimular a redução da taxa de cobertura vacinal no país, algo preocupante diante do grande número de mortes por doenças como dengue e Covid-19. Segundo Cerqueira, a postura de Zema de tentar contrapor a obrigatoriedade da vacinação com a liberdade individual pode ser interpretada como uma campanha contra a vacinação.

Portanto, a determinação de Zema tem gerado um intenso debate entre defensores e críticos, mostrando como o tema da vacinação continua sendo uma questão delicada e controversa na sociedade brasileira.

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