Essa postura do governador não é bem vista por todos, principalmente por se tratar de uma medida que vai contra as diretrizes do governo federal, que incluiu o imunizante da Covid-19 no plano obrigatório previsto para crianças de até cinco anos. A medida de Zema é interpretada como uma tentativa de agradar seu eleitorado, formado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Recentemente, o governador divulgou um vídeo ao lado de parlamentares bolsonaristas, comunicando que o comprovante de vacinação não seria necessário para os alunos da rede estadual. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou que essa medida “garante a liberdade” de todos os alunos.
No entanto, a atitude de Zema tem enfrentado resistência, como a ação movida pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), que acionou o Ministério Público contra o governador. Cerqueira argumenta que a carteira de vacinação é prevista pela Lei Estadual 20.018/2012, que estabelece a exigência do documento para pais de crianças de até dez anos.
Além disso, a deputada alerta que medidas como essa podem estimular a redução da taxa de cobertura vacinal no país, algo preocupante diante do grande número de mortes por doenças como dengue e Covid-19. Segundo Cerqueira, a postura de Zema de tentar contrapor a obrigatoriedade da vacinação com a liberdade individual pode ser interpretada como uma campanha contra a vacinação.
Portanto, a determinação de Zema tem gerado um intenso debate entre defensores e críticos, mostrando como o tema da vacinação continua sendo uma questão delicada e controversa na sociedade brasileira.