Golpistas se Passam por Advogados para Tirar Dinheiro de Alagoanos com Processo na Justiça Causando Prejuízos e Alertando Autoridades.

Recentemente, foram registrados diversos golpes aplicados por criminosos que se passam por advogados em Alagoas. A estratégia utilizada por esses golpistas é entrar em contato com pessoas que possuem processos pendentes na Justiça e solicitar dinheiro, alegando serem custas processuais. Esse tipo de crime tem preocupado a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas, que já contabiliza cerca de 20 Boletins de Ocorrência registrados nos últimos dias.

De acordo com relatos, os criminosos chegam a detalhar informações sobre o processo, dando ainda mais veracidade ao golpe. Uma das vítimas foi cliente da advogada Bruna Sales, que recebeu uma mensagem com o número do processo e detalhes da petição inicial feita pela profissional. Em outro caso, o golpista disse ao cliente que o processo havia sido vencido e que o dinheiro seria liberado em breve.

Além de Bruna Sales, a advogada Ana Gabriela Soares também teve clientes quase caindo no golpe. Em uma das situações, o criminoso chegou a enviar um documento falsificado com o timbre do Poder Judiciário para tentar obter dados bancários da vítima. Esses casos servem como alerta para a importância de manter a comunicação oficial entre cliente e advogado, evitando repassar informações para números desconhecidos.

A presidente da comissão de fiscalização da OAB em Alagoas, Priscila Barros, destacou a necessidade de registrar um Boletim de Ocorrência em casos de golpes, pois isso facilita o trabalho da polícia e da própria OAB no acompanhamento dos casos. O delegado da delegacia de Estelionato de Alagoas, Sidney Tenório, ressalta a importância de sempre verificar a veracidade das informações antes de realizar qualquer tipo de pagamento ou fornecer dados bancários.

Em meio ao aumento de casos de golpes envolvendo advogados, é fundamental que a população esteja alerta e busque sempre confirmar a veracidade das informações antes de tomar qualquer providência. A comissão de fiscalização da OAB segue atenta aos casos e orienta as vítimas a registrarem o Boletim de Ocorrência e manterem a comunicação oficial com seus advogados.

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