Giuliani admite que interferência de Trump em caso Balogun pode ter impactado desempenho da seleção americana nas oitavas da Copa do Mundo

Andrew Giuliani, diretor executivo encarregado da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, recentemente reconheceu que a interferência do ex-presidente Donald Trump no caso do atacante Folarin Balogun pode ter influenciado a preparação da seleção dos Estados Unidos. Durante uma entrevista, Giuliani expressou suas reservas ao avaliar o impacto psicológico da anulação da suspensão de Balogun, que havia sido expulso em uma partida anterior. “Potencialmente, isso pode ter afetado o time. Não sou psiquiatra esportivo, então é difícil para mim avaliar com precisão”, afirmou, embora tenha destacado seu orgulho pelo desempenho da equipe.

A polêmica em torno de Balogun começou após a vitória dos EUA sobre a Bósnia, onde o jogador foi punido com um cartão vermelho. A FIFA decidiu revisar a punibilidade e liberou Balogun para os jogos seguintes, uma solicitação que, segundo Giuliani, tinha o apoio de Trump. “O presidente queria garantir que tivéssemos um torneio justo em campo”, disse ele, defendendo a posição de Trump sobre o uso do VAR na partida. Giuliani também comentou que a eliminação da equipe dos Estados Unidos nas oitavas-de-final contra a Bélgica foi uma decepção, mas ele teve palavras de respeito e apreciação pela performance dos belgas, reconhecendo que o futebol é um esporte em que quem se destaca merece ser homenageado.

Além disso, Giuliani manifestou seu desejo de que o técnico Mauricio Pochettino continue à frente da equipe. “Ele é um técnico fantástico, e eu adoraria vê-lo no comando novamente”, afirmou Giuliani, elogiando a competência do treinador.

O caso de Balogun gerou controvérsia e, ao longo do torneio, a figura de Trump se tornou um tema comum nas análises sobre a performance da seleção. O ex-presidente ainda não compareceu a nenhum jogo, mas sua presença é esperada na final, onde poderão estar juntos ele e Gianni Infantino, presidente da FIFA, que Giuliani também elogiou. O diretor executivo concluiu que há um respeito mútuo entre Trump e Infantino, chamando-os de “dois líderes carismáticos”.

A trajetória da seleção americana na Copa pode ter sido marcada por episódios inesperados, mas o foco de Giuliani continua a ser a valorização da equipe e o espírito de coletividade que se forma em torno do esporte.

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