O caso de Zambelli, que fugiu para a Itália antes de sua condenação, tem sido marcado por uma série de acontecimentos controversos. A Justiça italiana já havia rejeitado um pedido anterior de extradição, argumentando que parte do processo tinha sido influenciada por preconceitos do ministro Alexandre de Moraes, dizendo que ele atuou como “juiz e vítima”. Essa decisão gerou grande repercussão e levantou questões sobre a imparcialidade das autoridades brasileiras.
A ex-deputada, que foi presa na Itália após sua chegada, obteve liberdade sob supervisão enquanto aguarda o desfecho de seu caso. Durante sua detenção, Zambelli ficou na lista vermelha da Interpol, o que exacerbou ainda mais a situação. Em uma declaração emotiva, ela celebrou sua liberdade, afirmando que era uma “vitória de Deus”.
O tribunal italiano deve se reunir novamente no dia 1º de julho para discutir um novo pedido de extradição. Essa situação é complexa, não apenas pelas implicações legais, mas também pela atenção que ela gera na opinião pública e entre os profissionais do Direito. Ao longo de sua trajetória, Zambelli já acumulou condenações significativas, incluindo 10 anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça e por porte ilegal de arma, além de outros cinco anos por constrangimento.
Diante desse cenário, as garantias enviadas por Mendes à AGU e a posterior resposta da Justiça italiana se tornam cruciais para determinar se Zambelli retornará ao Brasil para cumprir suas penas ou se permanecerá na Europa, onde sua situação judicial ainda está em aberto. A expectativa é que os desdobramentos futuros esclareçam os rumos desse caso intricado.





