Mendes enfatizou que a soberania sanitária é vital não apenas para a saúde pública, mas também para o crescimento econômico do país. Ele ressaltou o papel fundamental da indústria farmacêutica nacional no desenvolvimento e na produção de medicamentos, muitos dos quais ainda são importados. Nesse cenário, o ministro alertou sobre os perigos da dependência de tecnologias e insumos vindos do exterior, argumentando que a verdadeira soberania deveria incluir a capacidade do Brasil de produzir internamente o que atualmente precisa ser importado.
A discussão destacou a experiência recente da Índia como um exemplo a ser seguido. Mendes citou que a redução da dependência externa da Índia resultou de um esforço deliberado para desenvolver a capacidade produtiva interna, ressaltando que o Brasil deve trilhar um caminho semelhante. Ele afirmou que a soberania do século XXI não se restringe apenas à proteção territorial, mas envolve a autossuficiência em setores essenciais, incluindo saúde.
Outro ponto crucial abordado por Mendes foi a relação entre soberania tecnológica e a propriedade intelectual. Ele argumentou que o sistema de patentes deve ser visto como uma ferramenta que estimula a inovação, sendo essencial para o desenvolvimento tecnológico do país. Mendes defendeu que o debate sobre propriedade intelectual deveria focar em fortalecer a capacidade de produção e inovação do Brasil, criando condições que permitam ao país não apenas proteger tecnologias existentes, mas também desenvolver novas.
O ministro concluiu sua fala destacando que fortalecer a capacidade produtiva brasileira, ajustar o regime de patentes e integrar novas tecnologias são elementos fundamentais para um futuro mais autônomo e inovador para o Brasil. Dessa forma, Mendes acredita que o Brasil pode construir uma nova trajetória, marcada pela independência e avanço tecnológico significativo, essencial para a saúde e bem-estar da população.




