Os voluntários foram divididos em grupos com base na quantidade de café que consumiam diariamente: aqueles que não bebiam, os que ingeriam pouco, moderadamente e os que consumiam grandes quantidades da bebida. Além de responder a perguntas sobre seus hábitos de consumo, os participantes também realizaram exames de sangue em jejum, mediram sua pressão arterial e tiveram a gordura corporal avaliada.
Os resultados mostraram que os homens que consumiam mais café apresentaram um perfil glicêmico e insulínico mais saudável, além de concentrações elevadas de testosterona total e biodisponível, e níveis aumentados de globulina de ligação aos hormônios sexuais, conhecida pela sigla SHBG. Em contrapartida, para as mulheres, as associações hormonais foram mais sutis, refletindo níveis mais altos de SHBG e níveis reduzidos de androgênios livres.
Luca Verroest, principal autor do estudo e doutorando na Universidade de Oulu, destacou que, embora o café seja amplamente consumido, ainda se conhece pouco sobre como ele se relaciona com a saúde metabólica e a função hormonal. Um dos pontos mais marcantes do estudo foi a constatação de um padrão hormonal distinto que se manteve constante mesmo após considerações sobre o índice de massa corporal (IMC) e outros fatores de estilo de vida, com diferenças notáveis entre os sexos.
Os achados sugerem que os mecanismos hormonais podem ajudar a explicar a conexão entre o consumo de café e a saúde metabólica. Contudo, como se trata de um estudo observacional, não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito definitiva. Os pesquisadores veem essas descobertas como um ponto de partida para investigações futuras que busquem compreender se o café realmente induz essas alterações biológicas e quais compostos específicos podem ser responsáveis por tais efeitos.




