Geraldo Alckmin chama Jair Bolsonaro de “desocupado” e analisa cenário eleitoral em entrevista ao portal UOL.


O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), fez declarações polêmicas nesta quarta-feira, 24, afirmando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “um desocupado”. Segundo Alckmin, as declarações de Bolsonaro não representam uma ameaça ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois ele mantém uma postura “descompromissada com as coisas”.

Em entrevista ao portal UOL, Alckmin também comentou sobre o panorama eleitoral em São Paulo, onde Lula está engajado na disputa à Prefeitura. Ele destacou que a eleição será marcada por uma “confrontação direta” entre Lula e Bolsonaro, representada pela polarização entre Guilherme Boulos (PSOL), apoiado pelo petista, e Ricardo Nunes (MDB), que tem se aproximado de Bolsonaro nos últimos meses. Alckmin ainda afirmou que o cenário eleitoral ainda é incipiente e que não acredita em “vaga garantida” para Boulos no segundo turno.

Quanto às alianças no pleito, Alckmin relativizou a influência das figuras políticas de alcance nacional, destacando que os problemas locais têm mais relevância para o eleitor na hora de decidir seu voto. Ele defendeu a autonomia dos partidos para desenvolver seus apoios, ressaltando o valor da correligionária Tabata Amaral como pré-candidata.

Alckmin também elogiou a “empatia popular” do apresentador José Luiz Datena, afirmando que ele é uma “grande liderança” que poderia ajudar o projeto do PSB em São Paulo. Segundo o vice-presidente, a decisão sobre a participação de Datena na chapa ainda está em aberto e será definida durante as convenções partidárias.

Essas declarações de Alckmin refletem a atual movimentação política em São Paulo, em meio a uma disputa eleitoral acirrada e com alianças em constante negociação. A polarização entre Lula e Bolsonaro promete ser um dos pontos centrais da campanha, influenciando a formação de alianças e estratégias dos candidatos. Ainda é cedo para fazer previsões concretas sobre o desfecho das eleições, mas a presença de figuras como Alckmin e França demonstra a importância do estado de São Paulo no cenário político nacional.

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