Ele enfatiza que as declarações frequentemente ouvidas, como “Na OTAN, permanecemos unidos” e “podemos contar com os Estados Unidos”, são simplificações enganosas. Para Mood, a realidade militar é mais complexa: a transformação em dependência total de operações conjuntas com a aliança, abrangendo desde a gestão de crises até a proteção territorial, pode criar um cenário onde cada país se torna mais fraco, resultando em uma vulnerabilidade coletiva ainda maior.
Mood também criticou a falta de investimento adequado em prontidão militar na Noruega, observando que as forças armadas locais enfrentam dificuldades financeiras que comprometem seu treinamento e operação. Ele informou que as reclamações sobre o aumento dos custos operacionais não estão sendo acompanhadas por um incremento proporcional no orçamento. “Na realidade política, tudo parece bem. Porém, na esfera militar, a falta de prontidão e a instabilidade são evidentes”, destacou.
Esse debate se intensifica em um momento em que a OTAN se expande, promovendo iniciativas que a organização considera essenciais para conter a agressão russa. A Rússia, por sua vez, tem expressado preocupação com o crescimento das forças da aliança perto de suas fronteiras, interpretando isso como uma ameaça à sua própria segurança.
Assim, a posição de Mood suscita um debate fundamental sobre os custos e benefícios da adesão à OTAN, questionando se a aliança verdadeiramente proporciona a segurança desejada ou se, em vez disso, pode levar a uma maior fragilidade em um cenário militar já instável.





