Em seu discurso, Nísia também ressaltou o contexto atual, caracterizado por múltiplos conflitos armados que continuam a se proliferar ao redor do mundo. Ela enfatizou que, diante dessa realidade, a saúde deve ser entendida como um pilar essencial para a cooperação internacional. A ministra acredita que iniciativas voltadas para a saúde podem servir como uma ponte para a paz, promovendo um diálogo construtivo entre as nações.
Uma das principais agendas do encontro foi a promoção do multilateralismo em saúde, onde foram discutidas formas de desenvolver “iniciativas concretas e viáveis de cooperação” entre os países do G20. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, apoiou essa visão, apontando que a redução das desigualdades – em suas várias facetas – deve ser uma prioridade para o atual governo, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele enfatizou que durante a pandemia de COVID-19, as disparidades no acesso a vacinas e cuidados de saúde se tornaram evidentes, destacando a necessidade urgente de políticas que combatam essas desigualdades.
Durante uma coletiva de imprensa com Aaron Motsoaledi, ministro da Saúde da África do Sul, que assumirá a presidência do G20 em 2025, Nísia anunciou a formação de uma coalizão regional para a produção de insumos de saúde. Ela mencionou que essa coalizão incluirá os 20 países membros do G20 e a proposta é expandir para nações que não integram o grupo. O financiamento para essa iniciativa será baseado em projetos voluntários, buscando garantir que a cooperação em saúde não apenas se mantenha, mas se intensifique entre as nações.
O encontro é de fundamental importância, especialmente com a cúpula do G20 se aproximando, marcada para os dias 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro. Com esse evento, o Brasil reafirma seu comprometimento em liderar discussões essenciais sobre saúde no contexto internacional, buscando soluções que beneficiem não apenas os países participantes, mas também suas populações em um momento tão delicado da história global.





