PicPay lidera alta entre fintechs na bolsa americana, com ações subindo 6,66% em meio a ambiente econômico turbulento e mudanças na política do Fed.

Nos últimos dias, as ações do PicPay registraram uma impressionante valorização de 6,66%, encerrando a semana entre os dias 6 e 10 de julho a US$ 11,85, um incremento considerável em relação aos US$ 11,58 do fechamento anterior. Com essa alta de US$ 0,74 por ação, a fintech se destacou entre seus concorrentes listados em bolsas americanas, superando as demais na mesma categoria.

Além do PicPay, outras fintechs brasileiras também experimentaram um crescimento, ainda que de forma mais moderada. O Inter, por exemplo, teve uma valorização de 6,01%, encerrando o período a US$ 5,82, um pouco abaixo dos US$ 5,71 que apresentava no começo da semana. XP Inc. também se destacou, com um aumento de 3,49%, fechando a sexta-feira a US$ 16,92, em comparação aos US$ 16,41 da semana anterior.

O PagBank, embora com uma alta de 2,44%, alcançou o valor de US$ 9,25, enquanto a Nu Holdings, detentora do Nubank, viu suas ações subirem 1,51%, terminando a semana a US$ 13,75. O Agibank, por sua vez, registrou um ganho mais modesto de 0,55%, fechando a US$ 7,28. Em contrapartida, a Stone se destacou negativamente ao ser a única fintech a fechar em baixa, com uma queda de 0,22%, encerrando a semana a US$ 11,21, apesar de ter aberto a US$ 10,96.

No cenário econômico mais amplo, o clima entre os investidores norte-americanos demonstrou mudanças significativas após a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve. O documento, que foi tornado público na quarta-feira, 8 de julho, apresentou um tom mais rigoroso sob a nova gestão de Kevin Warsh. Embora o Fed tenha mantido a taxa de juros básica entre 3,50% e 3,75%, houve uma remoção de trechos que poderiam indicar cortes nas taxas no futuro, sinalizando, na verdade, uma possibilidade de juros mais altos até o final do ano devido à inflação que se aproxima de 4,2%.

Além da política monetária, o mercado de trabalho também preocupou os analistas, com a criação de apenas 57 mil novas vagas em junho, número bastante aquém das expectativas. No âmbito internacional, o conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a se intensificar, afetando rotas marítimas cruciais, como o Estreito de Ormuz, e colocando em alerta o comércio global diante da iminente expiração de tarifas no dia 24 de julho, o que pode provocar novas medidas protecionistas.

Apesar dessas complexidades, os índices das bolsas de Nova York fecharam a semana em alta. O S&P 500 subiu 1,23%, a Nasdaq valorizou-se em 1,31%, o Dow Jones avançou 1,19% e a NYSE teve uma alta de 0,96%. Em meio a esse panorama, muitos investidores estão trocando ações de tecnologia e semicondutores por papéis de setores como saúde, indústria e, claro, pelas fintechs brasileiras, mostrando um dinamismo interessante na busca por oportunidades no mercado financeiro.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo