No total, a CFA impôs um banimento permanente a 17 indivíduos, que agora estão proibidos de participar de qualquer atividade relacionada ao futebol. Essa decisão surge após cuidadosas investigações e julgamentos realizados por tribunais populares na China, os quais confirmaram a participação dos acusados em práticas ilícitas. Além dos banimentos vitalícios, outras 48 pessoas ligadas ao futebol chinês receberam penas de suspensão que vão até cinco anos, ampliando o número total de punidos para 73.
O Comitê de Disciplina e Ética da CFA destacou que as deliberações levaram em conta diversos fatores, como a gravidade das infrações, a quantia de dinheiro envolvida, a repetição das irregularidades e a intenção dos envolvidos. Essa abordagem rigorosa evidencia uma determinação em erradicar a corrupção que tem permeado o esporte nacional.
Embora a lista completa dos punidos não tenha sido divulgada, a federação reafirmou sua política de “tolerância zero” em relação à corrupção esportiva. No contexto das punições, o clube Meizhou Hakka também enfrentou consequências severas após o surgimento de novas evidências durante as investigações. O clube foi multado em 800 mil yuans (aproximadamente R$ 610 mil) e sofreu uma dedução de seis pontos na temporada de 2026 da liga profissional, um reflexo da seriedade das transgressões investigadas.
A CFA reiterou seu compromisso em implementar mecanismos permanentes de fiscalização para combater não apenas a corrupção, mas também a manipulação de jogos e apostas ilegais, práticas frequentemente associadas ao futebol do país. Nos últimos anos, as investigações se intensificaram e se estenderam a dirigentes, árbitros, treinadores e jogadores, como parte de um amplo movimento anticorrupção que busca restaurar a confiança e a credibilidade no esporte chinês.





