“Frente Parlamentar realiza com sucesso sua primeira reunião contra violência nas escolas”, reportou um correspondente de São Paulo.

 

São Paulo inicia Frente Parlamentar para a proteção das escolas

Com o intuito de forjar um ambiente escolar mais pacífico e amigável, a Câmara Municipal de São Paulo instituiu a Frente Parlamentar em Defesa das Escolas na noite desta segunda-feira (14/8). Este conselho está dedicado a buscar estratégias efetivas de erradicar a violência e discurso de ódio nas instituições educacionais da cidade. O comando desse novo órgão estará nas mãos da vereadora Silvia, da Bancada Feminista (PSOL).

A recém-criada Frente Parlamentar proporcionará um ambiente adequado para a realização de debates. Esta plataforma unirá vereadores, profissionais da educação e membros da comunidade escolar em discussões sobre a criação e implementação de políticas voltadas para a promoção da paz na atmosfera escolar. Tentativas estão sendo feitas para organizar encontros mensais, permitindo assim uma discussão regular e enriquecedora sobre o assunto, disse a vereadora Silvia.

Além disso, Silvia destaca a necessidade de reafirmar o papel educacional das unidades escolares e de criar medidas eficazes no combate à propagação da violência. A vereadora provocativamente pergunta: “Quais projetos de lei temos a intenção de adotar e quais não são adequados para nossas redes?” Ela promete que a Frente trabalhará sob um espírito de participação, democracia e acolhimento, sem evidências de intolerância.

Durante as discussões, o vereador Eliseu Gabriel também se pronunciou sobre a influência que o universo digital tem no amadurecimento humano. O vereador defende a regulamentação da internet para prevenir a perda do sentido de humanidade nas interações humanas e o aumento da violência. Ele acredita que a interação com outros é crucial para a formação de nossa subjetividade e que a substituição dessa relação pelo mundo digital pode levar a comportamentos violentos devido à falta de limitação e empatia.

Muitas notáveis, como a pesquisadora de educação da Unicamp, Telma Vinha, estiveram presentes no lançamento. Ela compartilhou insights de seus estudos, discutiu vários tipos de violência, como o bullying, e apresentou um mapeamento realizado nas escolas. Vinha destacou que nos últimos 22 anos, 22 instituições de ensino sofreram 33 ataques, principalmente por jovens do sexo masculino, brancos e menores de idade.

Outra contribuição importante veio de Catarina Almeida Santos, da Universidade de Brasília. Ela enfatizou o impacto de questões como misoginia, racismo, capacitismo, etarismo e LGBTfobia+ na propagação da violência escolar.

O primeiro encontro da Frente foi um sucesso com diversos representantes de escolas públicas, organizações educacionais e estudantes presentes. Entre as atividades, houve apresentações de teatro e recitação de poesias.

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