O presidente Emmanuel Macron convocou um Congresso extraordinário em Versalhes na próxima segunda-feira, onde a votação simbólica final irá ocorrer. A expectativa é de que a maioria dos legisladores franceses apoie a medida, uma vez que 760 deles já deram seu aval nos votos anteriores.
O primeiro-ministro Gabriel Attal comemorou essa conquista, destacando que a França está na vanguarda do progresso ao defender os direitos das mulheres. A senadora Mélanie Vogel ressaltou que a decisão francesa traz esperança para mulheres de diversos países ao redor do mundo.
O direito ao aborto na França foi legalizado em 1975 e, desde então, tem sido ampliado e protegido. A decisão recente do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que ameaçou esse direito, acendeu o alerta no país. Por isso, a reforma constitucional se tornou ainda mais urgente, visando garantir a liberdade das mulheres de decidirem sobre seus corpos.
Apesar de enfrentar resistência de setores conservadores, a pressão social e política foi fundamental para garantir o sucesso da reforma. Com o apoio de 80% dos franceses, a “liberdade garantida” de abortar está prestes a se tornar uma realidade na França.
Essa conquista representa um avanço importante para a democracia e os direitos das mulheres. Ao se tornar o primeiro país do mundo a blindar o aborto em sua Constituição, a França dá um passo significativo na defesa dos direitos reprodutivos e da autonomia feminina.





