Os cientistas descobriram evidências de que esses pterossauros eram predadores aéreos, possivelmente alimentando-se de peixes e cefalópodes, como lulas. As medições de isótopos de carbono sugerem que eles ocupavam uma posição relativamente alta na cadeia alimentar do Cretáceo, caçando sobre os mares dessa era.
A análise química detalhada e as técnicas de imagem de alta resolução utilizadas na pesquisa revelaram um processo de fossilização inesperado. Tradicionalmente, acreditava-se que condições anaeróbicas (sem oxigênio) eram fundamentais para a excepcional preservação de fósseis. No entanto, os pesquisadores argumentam que uma combinação de ambientes oxidantes e redutores, resultantes da decomposição do animal e da atividade microbiana, desempenhou um papel crucial na conservação dos tecidos moles e compostos orgânicos do pterossauro.
Esse achado desafia noções persistentes sobre a formação de fósseis, sugerindo que as condições em torno do corpo em decomposição podem ser mais complexas do que se pensava. A professora Grice descreveu o fóssil como uma “cápsula do tempo”, ressaltando que a detecção de vestígios de esteroides é uma revelação significativa, revelando aspectos não apenas da dieta desses pterossauros, mas também de sua ecologia. Essa pesquisa não só enriquece a compreensão sobre a vida durante o Cretáceo, mas também oferece novas perspectivas sobre os processos de fossilização.
