“A modernização do nosso Exército é uma realidade e, dentro dessa estrutura, optamos pela retirada planejada e coordenada das forças francesas da Costa do Marfim”, afirmou o presidente Ouattara. A base militar também receberá um novo nome em homenagem ao general Ouattara Thomas d’Aquin, o primeiro chefe do Estado-Maior do Exército marfinense, como forma de reconhecimento por seu trabalho.
Além disso, a decisão da Costa do Marfim de transferir a base militar francesa segue o exemplo de outros países da região do Sahel. Mali, Burkina Faso e Níger, que formaram a Confederação da Aliança dos Estados do Sahel no último ano, solicitaram a saída das tropas francesas de seus territórios até 2024. Esta iniciativa reflete a busca por uma maior integração regional e uma alternativa à influência estrangeira na região.
Senegal e Chade também seguiram o movimento de retirada das tropas francesas de seus territórios, denotando uma tendência de independência e soberania na gestão de assuntos relacionados à defesa nacional e à segurança interna. A transferência da base militar francesa na Costa do Marfim pode representar o início de um novo capítulo na relação entre os países africanos e potências estrangeiras, buscando maior autonomia e controle sobre questões militares e geopolíticas na região.





