De acordo com o secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, a metodologia utilizada pela Força Municipal desde seu lançamento em março permanecerá a mesma. A abordagem é baseada na análise da chamada “mancha criminal”, que mapeia os locais e horários onde os crimes são mais frequentes. Essa estratégia visa garantir que o patrulhamento esteja alinhado com as necessidades mais prementes da comunidade.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, ressaltou que a expansão da atuação da Força Municipal em Jacarepaguá é parte de um plano maior para fortalecer a segurança na cidade. Ele destacou que, enquanto a Guarda Municipal se ocupa das ações preventivas, a responsabilidade por operações que envolvam o combate ao tráfico e ao controle de territórios por facções criminosas permanece com a Polícia Militar e a Polícia Civil. Cavaliere esclareceu que a Força Municipal foca na redução de crimes contra o patrimônio, sendo que apenas 3% do território da cidade concentra metade dessas ocorrências.
Atualmente, a Força Municipal já realiza suas atividades em diversas áreas da cidade, incluindo o Centro, Botafogo, Barra da Tijuca e Bangu. Antes da implantação em novas regiões, a prefeitura realiza reuniões com os batalhões locais para evitar sobreposições de efetivos. Desde seu início, a força contabilizou mais de 10,6 mil abordagens, resultando em 1.061 prisões e diversas apreensões de armas e bens relacionados a crimes.
Além disso, Carnevale anunciou que a efetividade da Força Municipal será ampliada ao longo do ano, com a formação de uma nova turma de 323 agentes. A expectativa é que, até o final de 2026, cerca de mil agentes estejam atuando nas ruas, focando principalmente nas áreas mais afetadas pela criminalidade. Com o intuito de preservar a eficácia das operações, a prefeitura optou por manter em sigilo algumas informações sobre os locais exatos de patrulhamento.
