Durante o evento intitulado “Debatendo o Brasil”, promovido pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação, Flávio aproveitou a oportunidade para disseminar dados imprecisos sobre a segurança das urnas eletrônicas brasileiras. Ele mencionou uma suposta ligação entre o sistema eleitoral brasileiro e a empresa venezuelana Smartmatic, o que já foi desmentido várias vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, estavam presentes representantes de 42 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, entre outros.
Em sua fala, Flávio argumentou que não se tratava de questionar a integridade do sistema de votação, mas enfatizou a importância de aumentar a presença de observadores para garantir a transparência e segurança do processo eleitoral brasileiro. A insistência nas alegações sobre a Smartmatic parece ter sido influenciada por documentos recentes divulgados pela CIA, levantando suspeitas sobre o sistema eleitoral da Venezuela. No entanto, esses documentos não oferecem evidências conclusivas de manipulação em larga escala.
O senador alegou que “uma das suspeitas” liga a Smartmatic à alteração dos resultados eleitorais na Venezuela, reiterando que muitas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras teriam a mesma origem. Essa afirmação, como já ressaltado em notas anteriores do TSE, é infundada. O tribunal já afirmou categoricamente que as urnas eletrônicas brasileiras são projetadas e produzidas por empresas selecionadas através de processos licitatórios públicos, sem qualquer relação com a empresa venezuelana.
Flávio Bolsonaro ainda tentou defender seu pai, que foi condenado pelo TSE após um encontro com embaixadores em 2022. Ele argumentou que Jair Bolsonaro expressou preocupações legítimas sobre a segurança do sistema eleitoral. Contudo, a Justiça Eleitoral considerou que o ex-presidente praticou abuso de poder ao disseminar inverdades sobre as urnas eletrônicas, prejudicando o debate democrático.
Assim, as declarações de Flávio no evento suscitam preocupações sobre a propagação de informações equivocadas, especialmente em um período pré-eleitoral, onde a legitimidade do processo democrático deve ser uma prioridade.





