PSDB Informa ao STF que não há Gestão de Emendas Parlamentares pela Presidência do Partido, em Resposta a Investigações da Operação Transparência.

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua posição em relação à gestão e distribuição de emendas parlamentares, afirmando categoricamente que “desconhece a existência de cota, gestão ou distribuição de emendas parlamentares para a presidência”. Essa manifestação foi feita em resposta a um despacho do ministro Flávio Dino, datado de 15 de julho, que solicitou esclarecimentos de todos os partidos com representação no Congresso Nacional sobre a atuação de suas lideranças na definição da destinação de recursos.

O pedido de Dino surgiu após a determinação de bloqueio de bens significativos, totalizando R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e R$ 6 milhões de Eduardo Cunha. Ambos estão sendo investigados por suposta interferência na alocação de emendas parlamentares, apesar de não possuírem mandatos eletivos. As investigações, parte da Operação Transparência da Polícia Federal, iniciada em dezembro de 2025, visam desarticular um esquema de manipulação de recursos por indivíduos fora do contexto político formal.

Após a declaração de Valdemar, que em entrevista à GloboNews considerou “natural” a ingerência de dirigentes partidários na destinação de emendas, o ministro Flávio Dino intensificou a exigência de esclarecimentos, frisando a importância de tais informações para o aprimoramento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade dos recursos públicos.

Até o momento, as respostas a esse chamado já foram enviadas por outros partidos, incluindo o PL e o PSD. Na manifestação formal ao STF, os advogados de Valdemar Costa Neto frisaram que suas palavras foram mal interpretadas e que ele não possui qualquer poder de alocação oficial de emendas. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, compartilhou uma posição similar, afirmando que nunca se envolveu na indicação de emendas em sua função de dirigente partidário.

As respostas de ambos os presidentes foram encaminhadas por Dino à Polícia Federal, com o objetivo de auxiliar nas investigações em andamento. A Câmara dos Deputados também fez questão de esclarecer a regularidade dos processos de tramitação das emendas, apontando que todas as indicações foram minuciosamente deliberadas e registradas. Com esses desdobramentos, a busca por maior transparência e responsabilidade na destinação de recursos públicos continua a ser um tema central na política brasileira.

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