A proposta ainda defende o fim da progressão de regime para quem comete crimes hediondos e a construção de cinco presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo de El Salvador. Ao todo, o plano prevê a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional ao longo dos próximos quatro anos e restrições significativas à comunicação entre presos, com o objetivo de desarticular organizações criminosas.
Além disso, Flávio Bolsonaro criticou abertamente o Supremo Tribunal Federal (STF), propondo que o tribunal atue como Corte Constitucional e sugere transferir as competências criminais originárias do STF para instâncias inferiores. Essa mudança busca evitar o que considera um excesso de judicialização da política, que gera insegurança jurídica. O candidato também promete uma reforma política que inclui o fim da reeleição presidencial, medida já protocolada como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado.
Na esfera econômica e exterior, Flávio propõe retomar a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), articulando a ideia de que isso traria normas e práticas que melhorariam a governança e reduziria a corrupção. Ele também deseja uma abertura comercial que beneficiaria setores estratégicos como a agroindústria, saúde e economia digital.
Com relação ao meio ambiente e terras indígenas, o plano aposta na autonomização das comunidades para decidir sobre a exploração de seus territórios, prevendo indenizações para restrições de uso. Em termos de trabalho, ele promove o princípio do “negociado sobre o legislado”, propondo facilidades para a contratação de jovens e pessoas acima de 50 anos.
Por fim, em uma tentativa de controle fiscal, Flávio promete uma reforma que visa a redução de despesas e a diminuição da dívida pública, buscando uma melhora na situação econômica do país. Essa proposta inclui planos para uma Caixa Econômica mais ativa em crédito e empreendedorismo, além de uma estratégia nacional voltada para a inovação tecnológica.
O plano, extenso e ambicioso, reflete uma agenda que busca não só resgatar diretrizes de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também introduzir medidas radicais em um momento político conturbado.




