Flávio Bolsonaro apresenta plano “Brasil sem Medo”, inspirado em modelo salvadorenho, com foco em segurança e redução da maioridade penal para 16 anos.

Na última quinta-feira, 18 de junho de 2026, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), lançou em São Paulo o programa de segurança pública intitulado “Brasil sem Medo”. O evento ocorreu na Avenida Faria Lima, um importante centro financeiro do Brasil, e contou com a presença de outros políticos influentes, como os senadores Sérgio Moro e o deputado federal Guilherme Derrite.

O plano apresentado por Flávio Bolsonaro inclui uma série de medidas drásticas para o combate ao crime. Entre as propostas, destaca-se a criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima, que se somariam aos já existentes, formando o “Complexo Federal de Segurança Máxima TREVA”. Inspirado no modelo de El Salvador, o objetivo é confinar líderes de facções criminosas em condições rigorosas, sem acesso a celulares ou visitas íntimas, apenas com contato monitorado com advogados.

Outro ponto central é a declaração de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e as milícias como organizações narcoterroristas, além da sugestão de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Durante o evento, Flávio enfatizou a necessidade de tratar criminosos armados como terroristas, prometendo que “bandido armado com fuzil vai ser abatido pelas nossas forças de segurança”.

O pré-candidato também propôs um Sistema Nacional de Fronteira com tropas de elite das Forças Armadas equipadas com tecnologia de ponta, como drones. Essa medida visa reforçar o combate ao tráfico de drogas, especialmente no Porto de Santos, identificado como um dos principais pontos utilizados por criminosos para a exportação de cocaína.

Sérgio Moro aproveitou a ocasião para criticar o atual governo e a administração da justiça, apontando a fragilidade das audiências de custódia que, segundo ele, favorecem a liberação de criminosos e colocam os cidadãos em risco. Moro defendeu, ainda, a extrema rigidez nas punições e se mostrou contrário ao que chamou de “desencarceramento em massa” promovido pelo governo Lula.

Outras propostas do programa incluem o aumento significativo nas penas para crimes como furto e recepção de celulares, a implementação de severas medidas contra criminosos sexuais e a inclusão de um sistema nacional de reconhecimento facial com a instalação de mais de um milhão de câmeras em todo o país.

Essas medidas têm gerado reações diversas na sociedade, refletindo a polarização política do Brasil. Em pesquisa recente, Flávio Bolsonaro tem visto a diferença nas intenções de voto diminuir, com o presidente Lula ganhando vantagem nas estimativas eleitorais. As questões levantadas pela proposta de Flávio são complexas e têm potencial de provocar intensos debates sobre segurança e direitos humanos no Brasil nos próximos meses.

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