Entre as fintechs que mais sofreram, a Stone viu suas ações retrair 6,95%, fechando a US$ 10,85 após um dia em que chegou a registrar uma queda de 7,12%. Essa desvalorização acentua a queda de 39,43% que a empresa já acumulava ao longo dos últimos seis meses, refletindo um cenário preocupante para os investidores. A XP Inc., uma das principais plataformas de investimento do Brasil, também não conseguiu escapar, encerrando o pregão com uma diminuição de 4,62%, a US$ 18,38, trazendo perdas acumuladas de 5,43% apenas esta semana.
No entanto, o PicPay destacou-se como uma exceção ao padrão negativo, fechando em alta de 2,16% a US$ 11,85. Apesar de começar o dia com uma performance promissora, com ganhos que chegaram a 3,58%, a ação não conseguiu sustentar a alta ao longo do pregão, mas ainda assim conseguiu reverter parte das perdas de um início de semana difícil, nas quais havia caído 4,13% e 5,10% nos dias anteriores. Desde seu IPO em janeiro, o PicPay ainda acumula uma desvalorização considerável de 37,63%.
As demais fintechs também visitaram o lado negativo do mercado. O Inter viu suas ações recuarem 3,97%, enquanto a Nu Holdings, responsável pelo Nubank, registrou uma queda de 3,21%. O PagBank e o Agibank, com apresentações menos acentuadas, também fecharam no vermelho, evidenciando a pressão geral sobre o setor.
A decisão do Fed, marcada por uma votação mais dividida do que o normal, ecoou fortemente no sentimento do mercado. Powell alertou que os custos elevados de energia deverão manter a inflação elevada no curto prazo, com incertezas adicionais originadas por conflitos internacionais. O dia foi ainda marcado pela divulgação de resultados de gigantes como Microsoft, Alphabet e Amazon, bem como sanções financeiras que afetaram a rede do Irã, impactando a dinâmica global de comércio.
No fechamento das principais bolsas, observou-se uma disparidade: o Dow Jones caiu 0,57%, com o S&P 500 e a NYSE registrando pequenas quedas, enquanto o Nasdaq conseguiu fechar em leve alta de 0,04%. Essa mistura de desempenhos sublinha a volatilidade e a complexidade do cenário atual nos mercados financeiros e a sua relação direta com as decisões políticas e econômicas em andamento.
