A peste suína africana é uma enfermidade viral severa que afeta suínos e javalis, com uma taxa de mortalidade quase absoluta, mas que não apresenta riscos para a saúde humana. Os animais afetados foram descobertos na região de Virolahti, no sudeste da Finlândia, uma área próxima à fronteira com a Rússia.
Historicamente, a Finlândia se destacou por ser um dos poucos países da União Europeia que se mantinha livre da peste suína africana. Contudo, a recente situação levou o governo a decretar a criação de uma zona de alto risco, abrangendo uma área de aproximadamente 1.500 quilômetros quadrados, onde o acesso não autorizado foi proibido. Como consequência, diversas atividades ao ar livre, como colheita de cogumelos e frutos silvestres, bem como a caça, foram suspensas.
Um grupo de cerca de 400 voluntários está autorizado a acessar essa zona restrita. Eles têm a incumbência de ajudar na busca por javalis mortos e doentes, uma estratégia que se iniciou na última sexta-feira, com o objetivo de mapear a magnitude do surto. Sirpa Kiviruusu, responsável pela unidade de saúde animal e medicamentos da autoridade de segurança alimentar, indicou que é “altamente provável” que os javalis infectados tenham se originado da Rússia, embora essa possibilidade ainda não tenha sido confirmada oficialmente.
Kiviruusu também ressaltou que a cepa do vírus encontrada na Finlândia é idêntica àquelas já detectadas em países bálticos e em partes da Europa Central. No entanto, a comunicação com as autoridades russas está suspensa desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022, complicando o intercâmbio de informações cruciais sobre a situação na região fronteiriça. Até o momento, as inspeções em áreas de criação de suínos locais não revelaram a presença do vírus, mas as autoridades continuam vigilantes e em busca de mais dados sobre a epidemia.
