Filme ‘Dark Horse’ sobre Bolsonaro gera polêmica após vazamento de áudios e questões de financiamento; Flávio Bolsonaro se defende e produtora nega relação.

O longa-metragem “Dark Horse”, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, está gerando polêmica e discussão dentro do meio cinematográfico e político. Classificado nos gêneros de crime, biografia e drama pelo IMDb, um dos registros mais respeitados da indústria do entretenimento, o filme ganhou notoriedade especialmente após o vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro faz pedidos de patrocínio ao banqueiro Daniel Vorcaro. Esta informação foi inicialmente divulgada por um veículo de comunicação nacional.

A trama do filme se desenrola durante a conturbada campanha presidencial de 2018, na qual Bolsonaro emergiu como vencedor. Um dos pontos fulcrais da narrativa é o atentado que o candidato sofreu ao ser esfaqueado em Juiz de Fora, episódio que o forçou a se afastar da disputa por um período considerável, recuperando-se em um hospital. Entretanto, a classificação do filme como crime e drama no IMDb não esclarece se este aspecto específico tem alguma ligação direta com a categorização.

O IMDb, que possibilita que usuários com contas pagas façam edições nas páginas de filmes, possui um sistema que analisa todas as alterações antes de sua publicação, garantindo uma curadoria das informações disponíveis. Recentemente, a página de “Dark Horse” chegou a exibir uma imagem gerada por inteligência artificial, que mostrava o ator Jim Caviezel em uma representação de Jair Bolsonaro segurando maletas com a logomarca do Banco Master. Essa imagem, cuja origem e autor não foram identificados, permaneceu na plataforma até ser removida.

A ligação do filme com o banqueiro Vorcaro gerou ainda mais alvoroço quando surgiu a informação de que o ex-dono do Banco Master teria injetado cerca de R$ 62 milhões na produção. Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro emitiu uma nota e fez um vídeo, esclarecendo que teve um contrato com Vorcaro, alegando sua defesa de que não havia acusações contra o banqueiro quando o contrato foi firmado, e que a falta de pagamentos poderia comprometer a finalização do filme.

Em contrapartida, Mário Frias, que teve um papel relevante na produção, fez uma declaração pública nas redes sociais, refutando qualquer conexão financeira entre Vorcaro e “Dark Horse”, enfatizando que o financiamento envolvia apenas relações privadas entre os indivíduos, sem a utilização de dinheiro público. Este desenrolar de eventos revela não apenas a complexidade de um projeto cinematográfico, mas também como ele pode se entrelaçar com a política e gerar consequências de longo alcance.

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