A ação de soltura representou o culminar de um trabalho cuidadoso iniciado mais de 50 dias antes. Biólogos do Instituto monitoraram a área após localizar e marcar o ninho onde a fêmea havia desovado. Para o presidente do Biota, Bruno Stefanis, a preservação do local até o nascimento dos filhotes foi fundamental para garantir que eles pudessem retornar ao oceano de forma segura. “Monitoramos várias praias do litoral alagoano, e uma vez que encontramos o rastro da fêmea, realizamos a marcação do ninho. É crucial que a população não remova essas marcações, pois perdemos dados importantes que ajudam na pesquisa e conservação da espécie”, destacou Stefanis.
Apesar de ser uma das espécies com maior taxa de desova na costa alagoana, avistar tartarugas-de-pente nas águas da região ainda é raro. Isso ressalta a importância da conservação de seu habitat. Segundo Bruno, esses filhotes têm potencial para retornar ao local para desovar em cerca de 30 anos, enfatizando a necessidade de manter as praias preservadas e livres de interferências.
Famílias presentes no evento aproveitaram a oportunidade para ensinar às crianças sobre os valores da natureza. A emoção foi palpável, especialmente para a pequena Laura Ribeiro, de apenas oito anos, que expressou seu encantamento ao ver os filhotes pela primeira vez. “Estou achando muito especial, porque eu nunca vi uma tartaruguinha bem pequenininha”, disse a menina, com os olhos brilhando de felicidade. Momentos como esses são fundamentais para cultivar uma consciência ambiental nas novas gerações e fortalecer o vínculo entre as famílias e a natureza.






