Open Finance Brasil: Maior do Mundo Atinge Nota de Maturidade em Alta, Mas Desafios Persistem

O Open Finance no Brasil, que já conta com impressionantes 200 milhões de consentimentos ativos e mais de 117 milhões de clientes, se estabeleceu como o maior sistema do mundo em sua categoria. Em sua busca contínua por inovação, o Open Finance agora foca em expandir seus serviços, incluindo a portabilidade de crédito e o aprimoramento do monitoramento e da qualidade dos dados compartilhados entre as instituições. Recentemente, o sistema implementou uma nova abordagem de monitoramento, que funciona como uma “bússola” para aprimorar os indicadores de performance de cada entidade.

Em abril deste ano, a nota média de maturidade do ecossistema alcançou a marca de 7, um patamar estabelecido como mínimo pela Associação Open Finance. Essa é a primeira vez que o sistema atinge essa pontuação desde a implementação do novo modelo de monitoramento em outubro de 2025, quando a nota era de apenas 5,98. Além da maturidade, indicadores como resiliência e desempenho de produtos também mostraram evolução significativa, com muitos deles atingindo as médias necessárias para a conformidade.

Entretanto, essa evolução não tem sido homogênea. Alguns participantes do ecossistema ainda apresentam desempenhos insatisfatórios, fato que limita a ascensão da média geral. Os nomes das instituições que não estão se destacando ainda não foram divulgados, pois a publicação das informações depende da aprovação do Conselho de Administração e do Banco Central. Genaro Dueire Lins, diretor de Monitoramento da Associação Open Finance, indicou que essa questão ainda está em discussão.

Lins, que assumiu a diretoria em outubro de 2025, destaca que a exposição mensal das notas de desempenho tem incentivado melhorias significativas. Instituições de grande porte, especialmente bancos digitais, têm se destacado com notas acima do limite mínimo, enquanto outras, que pertencem a segmentos menores, ainda lutam para obter resultados satisfatórios. Há casos alarmantes, com instituições apresentando notas próximas de zero, o que implica que suas APIs encontram-se fora de operação.

A nova metodologia de avaliação substitui um sistema binário por uma escala de notas que varia de 0 a 10, permitindo uma medição mais precisa do desempenho de cada instituição. Essa abordagem inovadora não só visa acompanhar a saúde do ecossistema, mas também identificar especificamente onde estão os problemas e qual é sua gravidade. O monitoramento, que anteriormente só indicava se as instituições estavam em conformidade, agora analisa diversos fatores, permitindo um entendimento mais profundo sobre falhas e desempenho global.

Uma das áreas que ainda apresenta desafios significativos é o Pix Automático, com média de 5,2, abaixo do exigido. Os principais problemas observados incluem uma baixa taxa de conversão e a efetivação de pagamentos, levando a associação a formar um grupo de trabalho dedicado a resolver essas pendências.

A nova metodologia também mapeia o fluxo de dados entre as instituições, identificando quem são os maiores consumidores e fornecedores. Enquanto bancos de grande porte frequentemente se destacam por receber mais dados do que fornecem, instituições tradicionais com bases de clientes relevantes se consolidam como os principais fornecedores.

Assim, a evolução do Open Finance no Brasil não apenas ilustra seu crescimento vertiginoso, mas também revela a complexidade e a necessidade de melhorias contínuas em um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo.

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