Fátima de Tubarão deixa prisão e cumpre pena em casa
Na última segunda-feira, 27 de abril de 2023, Maria de Fátima Mendonça Jacinto, também conhecida como “Fátima de Tubarão”, deixou o sistema prisional brasileiro após receber autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para cumprir o restante de sua pena em regime domiciliar. A decisão foi parte de um decreto que beneficiou outros 16 indivíduos com mais de 60 anos envolvidos nos eventos tumultuosos de 8 de janeiro.
Fátima, de 70 anos, foi condenada a 17 anos de prisão devido à sua participação na invasão e depredação de prédios públicos durante os atos antidemocráticos que ocorreram naquela data. Até o momento, ela havia cumprido 3 anos, 10 meses e 24 dias da pena, com um adicional de 241 dias descontados através do benefício de remição, que é concedido a detentos que se dedicam ao trabalho ou estudo.
A cena de sua saída do presídio feminino de Criciúma, em Santa Catarina, foi registrada por um vídeo que rapidamente se tornou viral nas redes sociais. Nele, Fátima aparece ansiosa ao correr em direção aos seus advogados, que a aguardavam do lado de fora, evidenciando a emoção do momento.
A decisão do ministro Moraes, que foi assinada na última sexta-feira, 24 de abril, reflete uma análise cuidadosa das circunstâncias pessoais da ré e das normas de penalidade em vigor. O ministro destacou a necessidade de equilibrar a liberdade de ir e vir com a justiça penal.
É importante lembrar que Fátima se tornou uma figura de destaque após a divulgação de gravações em que ela se mostrava efusiva em relação à destruição durante os eventos de 8 de janeiro, o que contribuiu para sua identificação nas investigações.
Apesar de agora estar em liberdade, Fátima deverá cumprir uma série de restrições. Entre elas, destaca-se o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país, a suspensão de seu passaporte, bem como a impossibilidade de utilizar redes sociais ou manter contato com outros investigados. Qualquer descumprimento das condições estabelecidas poderá resultar em sua reintegração ao regime fechado, evidenciando que o monitoramento de sua conduta será rigoroso durante o período em que estiver em domicílio.
A situação de Fátima de Tubarão levanta questões sobre os limites e as nuances do sistema judiciário, especialmente em casos envolvendo delitos de grande repercussão e o debate sobre a interpretação das punições em relação à idade e ao estado de vulnerabilidade dos condenados.







