Ela relatou que a pandemia de COVID-19, que teve início em março de um determinado ano, representou um marco decisivo em sua vida. Em dezembro daquele mesmo ano, recebeu um diagnóstico de câncer, que a fez refletir sobre a fragilidade da vida: “Foi uma experiência impactante lidar com a quantidade de mortes que presenciei, sozinha em um estúdio, com apenas três pessoas ao meu redor. Naquele momento, minha prioridade era manter a informação fluindo. Quando o diagnóstico veio, pensei: ‘Putz…’. Graças a um diagnóstico precoce, não precisei enfrentar quimioterapia ou radioterapia, mas isso me alertou para a fragilidade da existência.”
O ano de 2022 também foi significativo para Fátima, pois ela comemorou dez anos em sua carreira na TV, contabilizando mais de 2.500 edições de seu programa.
Outro ponto crucial em sua trajetória foi a separação de William Bonner, seu ex-companheiro e pai de seus três filhos. Fátima comentou sobre como essa mudança teve um impacto profundo em sua vida. “Foram 26 anos de uma boa convivência. A relação amorosa, no entanto, se transformou, e foi necessário aceitar essa nova fase para não estragar a beleza do que vivemos.”
A reflexão sobre a sociedade machista foi inevitável, e Fátima expôs a dificuldade em lidar com a percepção pública sobre seu divórcio. “Logo surgiram boatos de que a separação partiu dele. Nunca falamos sobre isso publicamente e não temos intenção de fazê-lo. As pessoas parecem ter dificuldade em aceitar que uma mulher possa tomar essa decisão.”
Fazendo um paralelo com sua vida familiar, Fátima recordou os desafios de ser mãe de três filhos enquanto avançava em sua carreira. “Na Copa do Mundo de 1998, William viajou e eu fiquei sozinha com as crianças. Ninguém parecia notar meu esforço, mas quando eu viajave, os elogios eram a William, como se apenas ele merecesse reconhecimento.”
Ao abordar a fase atual de sua maternidade, Fátima disse estar feliz e realizada. “Sempre fui exigente quanto à educação dos meus filhos e agora estou em paz. A preocupação de morrer enquanto eles eram pequenos me gerou pânico de voar.”
Quando perguntada se costumavam viajar em voos separados, Fátima revelou que, antes dos filhos, isso ocorria, mas com a família unida, nunca se preocuparam com a possibilidade de uma tragédia em viagem. Essa é uma demonstração do espírito resiliente que a caracteriza, mesmo diante das incertezas da vida.
