Alejandro, um dos fãs, compartilhou uma experiência um tanto amarga, mas igualmente gratificante. Infelizmente, durante o show, seu celular foi furtado. No entanto, isso não abalou seu entusiasmo: “Levaram meu celular, mas valeu a pena. Estamos aqui esperando ela sair do hotel. Já encontrei com ela em outros países, em aeroportos. Sempre tentamos chegar mais perto”. Curiosamente, os rumores sobre um suposto mal-estar do pai de Shakira não afastaram os fãs, que decidiram permanecer nas imediações do hotel mesmo diante da incerteza.
No entanto, assim que a assessoria do evento se manifestou, ficou claro que tal situação não havia sido confirmada. Eles enfatizaram que não havia informações sobre o estado de saúde do pai da artista, esclarecendo que o que ocorria era uma questão de natureza pessoal. Mesmo com essas notícias, muitos fãs estavam decididos a esperar mais uma chance de avistar a ídola.
Outra jovem entusiasta, Sthefany Garcia, de apenas 15 anos, expressou sua frustração por não ter podido assistir ao show devido ao receio do pai em relação à segurança. Contudo, sua determinação era palpável: “Assisti de casa e vim tentar ver a Shakira”, declarou, visivelmente animada pela possibilidade de encontrar a cantora.
Enquanto isso, os ambulantes que atuaram nas proximidades do evento tentavam aproveitar os últimos resquícios da agitação da noite anterior, oferecendo camisetas, bebidas e até capas de chuva aos transeuntes. Em conversas informais, muitos vendedores expressaram descontentamento com as vendas. Ricardo Henrique Jacinto, por exemplo, reportou um faturamento de pouco mais de R$ 2 mil, uma quantia que ficou bastante abaixo do que esperava. “A estimativa era superar, mas voltei com mercadorias”, lamentou, referindo-se a eventos anteriores, como o show de Lady Gaga, onde as vendas foram mais expressivas.
Miguel Quirino, que ficou conhecido pelo apelido de “Angolano”, teve um desempenho relativamente melhor, vendendo cerca de 90% do seu estoque, principalmente de bebidas, mas ainda assim, considerou o resultado insatisfatório em comparação a outros shows que ele já havia participado.
As vendas continuaram até de madrugada, com alguns ambulantes oferecendo bebidas e, já durante a chuva, capas de chuva. Essa movimentação se mesclava à procura de objetos perdidos na areia da praia, onde garimpeiros como Alex Rodrigues e seu amigo Wellington Manzoli buscavam itens deixados para trás pelos frequentadores do evento. Alex mencionou ter encontrado cerca de R$ 200 em poucos minutos.
Por fim, a manhã trouxe consigo a limpeza da área, embora ainda fosse possível notar lixo acumulado ao redor dos banheiros químicos, enquanto as equipes da Comlurb iniciavam a lavagem das ruas adjacentes, refletindo o frenesi que o megashow havia provocado na icônica Copacabana.
