Fãs de Shakira aguardam artista em Copacabana após megashow, enquanto ambulantes enfrentam vendas abaixo do esperado e garimpeiros buscam itens deixados na praia.

No dia seguinte ao deslumbrante show de Shakira, um grupo de fãs formou uma verdadeira vigília em frente ao Copacabana Palace, nutrindo a esperança de ver a artista antes de sua partida do Rio de Janeiro. Entre os mais ansiosos estavam Yolanda Nunes, Alejandro Perez e Aiana Nunes, integrantes do fã-clube Shakira Stan AR. Esses entusiastas da música já estavam na cidade desde a sexta-feira anterior e, com uma impressionante bagagem, tinham acompanhado cerca de dez apresentações da cantora em diferentes países.

Alejandro, um dos fãs, compartilhou uma experiência um tanto amarga, mas igualmente gratificante. Infelizmente, durante o show, seu celular foi furtado. No entanto, isso não abalou seu entusiasmo: “Levaram meu celular, mas valeu a pena. Estamos aqui esperando ela sair do hotel. Já encontrei com ela em outros países, em aeroportos. Sempre tentamos chegar mais perto”. Curiosamente, os rumores sobre um suposto mal-estar do pai de Shakira não afastaram os fãs, que decidiram permanecer nas imediações do hotel mesmo diante da incerteza.

No entanto, assim que a assessoria do evento se manifestou, ficou claro que tal situação não havia sido confirmada. Eles enfatizaram que não havia informações sobre o estado de saúde do pai da artista, esclarecendo que o que ocorria era uma questão de natureza pessoal. Mesmo com essas notícias, muitos fãs estavam decididos a esperar mais uma chance de avistar a ídola.

Outra jovem entusiasta, Sthefany Garcia, de apenas 15 anos, expressou sua frustração por não ter podido assistir ao show devido ao receio do pai em relação à segurança. Contudo, sua determinação era palpável: “Assisti de casa e vim tentar ver a Shakira”, declarou, visivelmente animada pela possibilidade de encontrar a cantora.

Enquanto isso, os ambulantes que atuaram nas proximidades do evento tentavam aproveitar os últimos resquícios da agitação da noite anterior, oferecendo camisetas, bebidas e até capas de chuva aos transeuntes. Em conversas informais, muitos vendedores expressaram descontentamento com as vendas. Ricardo Henrique Jacinto, por exemplo, reportou um faturamento de pouco mais de R$ 2 mil, uma quantia que ficou bastante abaixo do que esperava. “A estimativa era superar, mas voltei com mercadorias”, lamentou, referindo-se a eventos anteriores, como o show de Lady Gaga, onde as vendas foram mais expressivas.

Miguel Quirino, que ficou conhecido pelo apelido de “Angolano”, teve um desempenho relativamente melhor, vendendo cerca de 90% do seu estoque, principalmente de bebidas, mas ainda assim, considerou o resultado insatisfatório em comparação a outros shows que ele já havia participado.

As vendas continuaram até de madrugada, com alguns ambulantes oferecendo bebidas e, já durante a chuva, capas de chuva. Essa movimentação se mesclava à procura de objetos perdidos na areia da praia, onde garimpeiros como Alex Rodrigues e seu amigo Wellington Manzoli buscavam itens deixados para trás pelos frequentadores do evento. Alex mencionou ter encontrado cerca de R$ 200 em poucos minutos.

Por fim, a manhã trouxe consigo a limpeza da área, embora ainda fosse possível notar lixo acumulado ao redor dos banheiros químicos, enquanto as equipes da Comlurb iniciavam a lavagem das ruas adjacentes, refletindo o frenesi que o megashow havia provocado na icônica Copacabana.

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