Em uma entrevista ao programa Canal Livre, ele ressaltou a importância dos programas sociais, mas alertou para o crescente número de fraudes e a existência de pessoas que, sistematicamente, recusam ofertas de trabalho em favor de manter os benefícios. “Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa”, disse, porém, ele também insinuou que a atual situação gera uma “geração de imprestáveis”. Zema relatou que, em suas viagens ao interior do Brasil, se deparou com cidadãos que preferem ficar em casa, utilizando a internet ou assistindo a streaming, em vez de ocupar uma vaga de emprego formal que poderia ser de seu interesse.
O pré-candidato propôs utilizar ferramentas como o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e as secretarias municipais de assistência social para monitorar as ofertas de trabalho destinadas a quem recebe os benefícios. Sua proposta inclui a possibilidade de perda do auxílio caso o beneficiário recuse uma vaga de trabalho formal sem uma justificativa aceita. Embora tenha reconhecido os modelos de países europeus que permitem a recusa da primeira oferta de emprego, ele defendeu que a partir da segunda oferta, a aceitação deve ser obrigatória.
Zema finalizou sua argumentação expondo que o intuito de suas propostas é garantir que os recursos públicos sejam direcionados a quem realmente necessita, evitando que se transformem em um desestímulo para a busca por um trabalho formal.
A proposta e suas implicações levantam questões importantes sobre o futuro dos programas de assistência social no Brasil e o papel do Estado na promoção da inclusão no mercado de trabalho. Essa abordagem certamente será um tema central nas discussões políticas que se aproximam da eleição presidencial.
