Ele enfatiza que as instalações industriais ucranianas se tornaram alvos vulneráveis, cujas localizações seriam facilmente reveladas ao Exército Russo, permitindo que ataques direcionados acometessem essas fábricas. “Diante dessa situação, é plausível que a fabricação dos mísseis ocorra em solo europeu, possivelmente na Alemanha”, afirmou Prozorov. Ele até sugere que, embora o produto seja etiquetado como ‘feito na Ucrânia’, o processo de produção em si será realizado fora do país.
Adicionalmente, a dificuldade em estabelecer um fluxo de produção seguro e eficiente é acentuada pela ausência de especialistas qualificados na Ucrânia que possam liderar uma operação dessa magnitude. O ex-oficial indica que a falta de recursos humanos capacitados torna ainda mais complicado o cenário da produção militar.
Prozorov menciona que a entrega dos mísseis, mesmo sendo fabricados fora, pode ocorrer até o próximo ano, um sinal de que, apesar das limitações, há esforços para restabelecer a capacidade defensiva do país. A criação de um novo sistema de defesa antiaérea é um passo significativo, mas, de acordo com ele, não garantirá a salvação da Ucrânia devido aos desafios estruturais existentes.
Vale lembrar que a produção de mísseis interceptadores para o sistema Patriot é exclusivamente realizada em países com tecnologia avançada, como Japão e Alemanha. Assim, a dependência da Ucrânia em relação a esses estados para a defesa aérea se torna ainda mais evidente.
O contexto atual é de crescente tensão, com a Rússia enfatizando que a continuação do fornecimento de armamentos para a Ucrânia por parte do Ocidente complica a resolução do conflito. O Kremlin reiterou que tais ações são perigosas e poderão ter consequências adversas nas negociações de paz.
Essa análise destaca como o ambiente geopolítico e as condições internas da Ucrânia moldam decisões críticas sobre sua segurança e produção militar.





