Expedição de Circum-navegação Costeira da Antártica retorna ao Brasil com amostras e pesquisadores de sete países.

Na manhã desta sexta-feira (30), desembarcou na cidade de Rio Grande (RS) a Expedição de Circum-navegação Costeira da Antártica, após mais de 70 dias de navegação em torno e desembarque no continente gelado em busca de amostras. O grupo era composto por 57 pesquisadores de sete países diferentes: Brasil, Rússia, China, Índia, Chile, Argentina e Peru.

O líder da expedição e primeiro glaciólogo brasileiro, Jefferson Cardia Simões, destacou a importância da pesquisa científica que foi realizada durante a expedição. Segundo ele, o trabalho de coleta de dados e amostras foi essencial para a continuidade dos estudos sobre a Antártica.

Durante os mais de 70 dias no mar, os pesquisadores pararam em diversos pontos da costa antártica para coletar informações sobre a atmosfera, as águas e o gelo. Cardia ressaltou que a colaboração entre os integrantes da expedição foi fundamental para o sucesso das atividades, tanto durante o trabalho quanto nos momentos de lazer a bordo.

Uma novidade importante para a missão foi o apoio do quebra-gelo Akademik Tryoshnikov, da Rússia, que permitiu aos cientistas brasileiros realizar pesquisas mais aprofundadas no continente. Com sete laboratórios científicos e diversas estruturas de apoio, o navio-laboratório foi fundamental para o sucesso das atividades.

Durante a viagem, os pesquisadores puderam visitar estações de pesquisa de diferentes países, como a Estação Antártica Comandante Ferraz, do Brasil, e a Estação Vostok, da Rússia. Cardia destacou a importância da cooperação internacional entre os países envolvidos na missão.

Ao retornar ao Brasil, Cardia afirmou que acredita que essa tenha sido sua última viagem à Antártica, após mais de 30 anos envolvido em pesquisas na região. Ele ressaltou a importância do conhecimento científico produzido durante a expedição e a relevância das pesquisas na região para o entendimento do clima global.

A expedição de Circum-navegação Costeira da Antártica representa um marco na pesquisa científica na região polar, com resultados que contribuirão para um melhor entendimento do impacto das mudanças climáticas e da preservação do ecossistema antártico.

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