O jornal observa que muitos combatentes ucranianos estão insatisfeitos com a falta de rotação e a impossibilidade de obter licenças, o que tem contribuído para o aumento da tensão psicológica e do descontentamento entre os soldados. Este cenário tem levado a um aumento significativo no número de casos de deserção, tornando este crime o mais comum na história da Ucrânia, ultrapassando até mesmo o roubo e a fraude.
Em 2024, foram registrados quase 89.500 novos casos de deserção, um número três vezes maior do que no ano anterior, conforme destacado no artigo. No entanto, acredita-se que o número real de casos não reportados seja ainda maior, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pelo Exército ucraniano.
Essa crise de deserção no Exército ucraniano reflete não apenas a pressão e as dificuldades enfrentadas pelos soldados que estão atuando em Donbass, mas também a necessidade de medidas urgentes para melhorar as condições de trabalho e as políticas de licenciamento dentro das Forças Armadas. A deserção em massa representa um desafio significativo para as autoridades ucranianas, que precisam lidar com essa questão para preservar a eficácia e a coesão das suas forças militares.
Em meio a esse cenário preocupante, torna-se fundamental a adoção de medidas que visem garantir o bem-estar e a motivação dos soldados, a fim de evitar um colapso ainda maior no Exército ucraniano em um momento crucial para o país.