As investigações apuraram o histórico de conversas e depoimentos de servidores do Ministério da Justiça, onde Marília atuava como diretora de Inteligência durante a gestão de Anderson Torres. Segundo informações da denúncia da PGR, a delegada solicitou um levantamento dos locais onde Lula teve uma votação expressiva, com o objetivo de criar um painel de Business Intelligence (BI) para a organização criminosa.
Além disso, trocas de mensagens demonstraram o interesse de Marília em dificultar o acesso dos eleitores lulistas, com menções a reforços da PF em locais estratégicos. Em grupo de conversa, ela interagiu com outros denunciados para planejar ações durante o processo eleitoral, evidenciando uma intensa coordenação de estratégias para interferência no pleito.
A denúncia destacou ainda a ligação de Marília e outros denunciados com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes discutiam abertamente a intenção de “tomar o poder”. A PGR ressaltou a inércia da Secretaria de Segurança Pública do DF diante dos alertas sobre as intenções violentas dos manifestantes, colocando em evidência a continuidade da contribuição dos denunciados ao projeto antidemocrático da organização criminosa.
Em resposta, a defesa de Marília Alencar manifestou confiança na análise técnica do STF sobre a denúncia da PGR, ressaltando que a delegada cumpria suas atribuições como diretora de Inteligência do MJSP e atuou para prevenir os atos de janeiro de 2023. O caso segue em análise no âmbito do STF, onde os advogados dos denunciados terão a oportunidade de apresentar defesa prévia.