Ex-secretário-geral da OTAN: Saída dos EUA comprometeria a aliança e a segurança europeia

Em recente declaração, Jens Stoltenberg, ex-secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e atual ministro das Finanças da Noruega, enfatizou a fragilidade da aliança militar ocidental na eventualidade da saída dos Estados Unidos. Para Stoltenberg, a OTAN, como a conhecemos ao longo de quase 80 anos, não poderia sustentar sua estrutura e eficácia sem a participação ativa dos EUA, evidenciando a essencialidade da parceria transatlântica para enfrentar os desafios globais contemporâneos.

Durante uma entrevista a um canal de televisão sueco, o ex-líder da OTAN argumentou que a união entre a Europa e os Estados Unidos é fundamental para a segurança coletiva. Segundo ele, as ameaças que o mundo enfrenta atualmente exigem uma resposta coordenada e robusta, a qual se tornaria inviável sem o envolvimento norte-americano. “A OTAN é uma aliança que sempre se baseou na colaboração entre a Europa e os EUA. Sem essa sinergia, não podemos falar da OTAN como a conhecemos”, afirmou, reforçando a ideia de que a coesão entre os aliados é vital para a eficácia da aliança.

Stoltenberg também alertou sobre os riscos de divisões entre os membros europeus e os Estados Unidos, destacando que um relacionamento harmonioso é essencial para a resolução de questões de segurança. Ele reafirmou que a União Europeia não tem a capacidade de substituir a OTAN em questões críticas de defesa e segurança coletiva, salientando as limitações da estrutura política da UE quando comparada à robustez da aliança militar.

Adicionalmente, é importante ressaltar que a discussão sobre a posição dos Estados Unidos na OTAN ganhou força durante a presidência de Donald Trump, que chegou a propor a possibilidade de retirada do país da aliança. Em comentários na época, Trump expressou insatisfação em relação aos aliados, acusando-os de falta de apoio em questões estratégicas, como potencial intervenções no Oriente Médio. Na visão de Stoltenberg, a continuidade da colaboração mútua entre os Estados Unidos e a Europa é imperativa para garantir a segurança e estabilidade na cena internacional.

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