Ex-presidente Jair Bolsonaro é internado para cirurgia no ombro após tratamento de broncopneumonia e enfrenta dor persistente, conforme defensores mencionam necessidade “humanitária”.

Na manhã desta sexta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, localizado em Brasília, para realizar uma cirurgia no ombro direito. O procedimento, que visa reparar o manguito rotador e tratar lesões associadas, está cercado de expectativas, considerando o histórico recente de saúde do ex-mandatário.

Bolsonaro deu entrada no centro cirúrgico por volta das 9h, onde passou por uma preparação que durou cerca de duas horas. O ortopedista responsável pela cirurgia, Alexandre Paniago, informou que a operação em si deverá levar em torno de três horas. A autorização para o procedimento foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um momento em que Bolsonaro se encontra sob prisão domiciliar temporária, após uma internação anterior de duas semanas devido a uma broncopneumonia.

O manguito rotador, uma estrutura composta por quatro músculos e seus tendões, desempenha um papel crucial na estabilidade do ombro e na elevação do braço. Exames realizados indicaram a presença de lesões significativas no tendão do supraespinhal e outros problemas como o comprometimento do tendão subescapular e a subluxação do bíceps, além de outras condições associados.

A defesa do ex-presidente destaca que ele enfrenta dores persistentes e uma incapacidade funcional considerável no ombro direito, mesmo após tentativas de tratamento conservador. Relatórios médicos mencionam a ocorrência de dores recorrentes e intermitentes, tanto em repouso quanto durante atividades que exigem movimento do braço direito, o que tem levado o ex-presidente a depender diariamente de medicações analgésicas.

Os advogados de Bolsonaro reiteraram que a cirurgia possui natureza “estritamente humanitária e sanitária”, enfatizando a importância de preservar tanto a integridade física quanto a qualidade de vida do ex-presidente. A defesa argumenta que a manutenção do seu estado clínico atual poderia representar uma violação do direito fundamental à saúde, evidenciando a necessidade urgente do procedimento. Assim, mergulha-se em mais um capítulo na complexa trajetória de saúde do ex-presidente, cujas implicações vão além do aspecto físico, tocando questões legais e humanitárias.

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