Ex-presidente do BRB é preso pela PF após transações de R$ 140 milhões em imóveis vinculadas a supostas propinas do Banco Master em Brasília.

A Polícia Federal (PF) intensificou suas investigações ao identificar uma transação envolvendo seis imóveis, totalizando R$ 140 milhões, supostamente relacionados a propinas pagas pelo Banco Master ao ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Na manhã do último dia 16 de abril, ele foi preso em Brasília, dando início a uma série de desdobramentos que preocupam as instituições financeiras e os órgãos de controle do país.

A apuração preliminar revela que o esquema fraudulento inclui a movimentação de quatro imóveis localizados em São Paulo e dois na capital federal. Paulo Henrique Costa é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sendo suspeito de ter recebido essas diversas propriedades em troca da aprovação de aquisições fraudulentas de carteiras de crédito.

A investigação destaca que o executivo pode ter negligenciado práticas de governança ao permitir que negócios fossem realizados com o Banco Master, sem a devida garantia ou lastro. Isso significa que as transações financeiras foram realizadas sem a segurança necessária, o que fere os princípios básicos da responsabilidade fiscal e ética no setor bancário.

Durante a gestão de Paulo Henrique, o BRB empreendeu operações consideradas irregulares na intenção de revitalizar o Banco Master, que enfrentava dificuldades financeiras enquanto o Banco Central analisava uma proposta de aquisição do banco. Apesar de a instituição ter formalizado esta oferta em março de 2025, a transação foi posteriormente vetada pela autoridade monetária, levantando ainda mais questões sobre a conduta do ex-presidente.

A equipe de reportagem está em busca de contato com a assessoria de Paulo Henrique Costa para obter um posicionamento sobre as acusações, que colocam em xeque a integridade não apenas do ex-dirigente, mas de toda a gestão do BRB durante seu mandato. A prisão e os desdobramentos da Operação Compliance Zero sinalizam a continuidade de ações rigorosas da Polícia Federal em uma luta contra a corrupção no sistema financeiro nacional.

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