De acordo com os autos do processo, Neto havia sido contratado para participar de um evento esportivo promovido no município, além de ser uma das atrações no aniversário de um ano do filho de seu contratante. As negociações foram realizadas por meio de intermediários e estavam amplamente divulgadas na localidade. Entretanto, a situação se complicou quando, apenas um dia antes da festa, Neto comunicou que não poderia comparecer. A justificativa apresentada pelo ex-jogador não encontrou respaldo no tribunal, sendo considerada inconsistente.
O juiz responsável pela análise do caso concluiu que a presença de Neto no evento era algo que ele tinha total ciência, sustentando sua decisão com base em evidências como vídeos que mostram o ex-atleta confirmando sua participação, além de registros de conversas e comprovantes de pagamento que ratificam a negociação. Esses elementos foram cruciais para a fundamentação do veredito que acatou o pedido de indenização por danos morais e materiais em favor do contratante.
Em contrapartida, a defesa de Neto argumentou que ele não tinha conhecimento sobre o evento específico, tentando contestar a condenação. Além disso, o ex-jogador tentou apresentar um “pedido contraposto”, em que solicitava uma indenização por uso indevido de imagem, mas essa solicitação foi prontamente rejeitada pela Justiça.
O desfecho do caso coloca um holofote sobre as responsabilidades de celebridades e figuras públicas em compromissos profissionais, sugerindo que a falta de comparecimento e a comunicação inadequada podem acarretar consequências legais significativas. Essa situação traz à tona questões sobre a ética e os compromissos que esses indivíduos assumem em sua vida profissional, além de impactar diretamente suas relações com os fãs e contratantes.






