Ex-boxeador Prichard Colón morre aos 33 anos após 11 anos em estado vegetativo, resultado de grave lesão em luta em 2015.

LUTO NO MUNDO DO BOXE: MORTE DE PRICHARD COLÓN APÓS ANOS EM ESTADO VEGETATIVO

O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón faleceu na última quinta-feira, dia 13 de agosto, aos 33 anos. Seus últimos anos foram marcados por um angustiante estado vegetativo, consequência de um grave acidente ocorrido em 2015 durante uma luta. No auge de sua carreira, Colón, que contava com apenas 23 anos e duas temporadas como atleta profissional, sofreu uma lesão severa ao ser atingido na nuca. Esse golpe resultou em um hematoma subdural, levando à sua internação em estado crítico.

Naquela fatídica noite, Colón enfrentava Terrel Williams em um combate que rapidamente se transformou em um pesadelo. Após receber golpes contundentes, o boxeador começou a sentir tontura e náusea, e a luta foi interrompida de imediato. A equipe médica prontamente o socorreu e ele foi levado ao hospital, onde passou 221 dias em coma, gerando apreensão e tristeza não apenas entre seus familiares, mas também na comunidade esportiva.

Após acordar, Colón não conseguiu retomar uma vida normal e foi declarado em estado vegetativo, dependendo completamente dos cuidados de seus pais. Os familiares, em especial seu pai Richard, se tornaram porta-vozes da luta por maiores protocolos de segurança no boxe, buscando mudanças nas regulamentações e sempre ressaltando o risco que atletas enfrentam ao se expor a lesões potencialmente fatais.

Um aspecto que chamou a atenção de muitos foi a ausência de consequências para Williams, o adversário de Colón naquela luta, que, apesar de desferir golpes proibidos na nuca, não recebeu punição significativa pela Comissão de Boxe. Essa situação levantou questões éticas sobre segurança e responsabilidade dentro do esporte.

Prichard Colón morreu cercado pelo amor da família, que compartilhou sua trajetória com os fãs por meio das redes sociais. Sua história, que começou de forma tão promissora – com um recorde de 23 vitórias, 13 delas por nocaute e apenas uma derrota – terminou em tragédia, destacando os perigos inerentes ao boxe e a necessidade urgente de mudanças nas práticas e regulamentos do esporte. A luta por justiça e segurança no boxe continua, impulsionada pela memória de Prichard Colón.

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