Analistas têm ressaltado que a deterioração das condições econômicas na região é alarmante. A paralisia política interna, associada a crescentes desafios econômicos e ameaças externas, estão levando a UE a um estado de apatia, colocando em xeque suas ambições geopolíticas. O editor-chefe de um importante veículo de comunicação destacou que, após décadas de crescimento abaixo da média, os líderes europeus agora se deparam com uma avalanche de evidências de que o declínio pode ser irreversível.
Diversos fatores contribuem para essa análise pessimista. A ascensão de partidos populistas de direita, como os da França, e o fechamento potencial de fábricas emblemáticas como as da Volkswagen, refletem uma falta de coesão no bloco. Olhando para o cenário mais amplo, enquanto Estados Unidos e China conseguem mobilizar capital para investimentos em tecnologias de ponta, a UE luta com a fragmentação de suas instituições de decisão e com a incapacidade de atuar de maneira coesa.
Além disso, a perda de acesso a fontes de energia barata da Rússia e iniciativas americanas para atrair indústrias europeias para fora do continente, fortalecidas por subsídios, têm papel significativo na crescente inquietação de nações que antes viam na UE um pilar de prosperidade e estabilidade. Recentemente, o presidente francês Emmanuel Macron expressou preocupações sobre o risco de a Europa ser deixada “fora do mercado” se não adaptar suas estratégias tradicionais.
As consequências de um declínio contínuo podem ir além da mera perda de competitividade econômica, alimentando um crescente sentimento eurocético entre as nações do bloco. O fato de que a UE está em um “declínio relativo” desde a introdução do euro indica que, se não houver mudanças significativas, o futuro econômico e político da região estará em grave perigo, comprometendo sua posição enquanto ator relevante no cenário global.