Eventos de lazer em meio a escândalo de uso do dinheiro público por servidores de tribunais de contas despertam indignação.

Elites do setor público têm demonstrado cada vez mais desprezo pelo dinheiro dos contribuintes. Servidores dos tribunais de contas de todo o Brasil reservaram uma semana inteira, de 24 a 31 de agosto, para sua peculiar “olimpíada” em Foz do Iguaçu (PR), sem qualquer desconto em seus vencimentos. Este evento é organizado por uma entidade que se autodenomina como “olímpica, recreativa, cultural e social” dos funcionários dos tribunais de contas, instituição responsável por zelar pelo dinheiro público e fiscalizar seu correto uso.

A “olimpíada recreativa” escolhe com cuidado os destinos para a realização do evento. Em 2024, o local escolhido será o destino turístico do Jalapão, no Tocantins. Já em 2023, a “OTC” foi no Pantanal, outro destino apreciado por turistas que pagam suas viagens com recursos próprios.

Um detalhe curioso da “olimpíada” de 2022, na praia de Piranji, no Rio Grande do Norte, foi um cartaz destacando como essencial na competição esportiva as “piscinas naturais” e o “serviço de bar”.

Agora, a turma já está planejando a “olimpíada do Mercosul”, convidando inclusive colegas argentinos para o evento de agosto. É uma vergonha ver essas elites do setor público desfrutando do dinheiro dos contribuintes de forma tão descarada e sem nenhum pudor.

Além disso, recentemente foi revelado que a 21ª edição do Acampamento Terra Livre, que está acontecendo em Brasília, recebeu um financiamento de R$100 mil do Ministério da Saúde, através da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS. O dinheiro foi repassado para a ONG Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e destinado para uma “Tenda de Cuidados e Ancestralidade” instalada no acampamento.

Esses casos evidenciam a falta de responsabilidade e respeito com o dinheiro público por parte de algumas entidades ligadas ao setor público. É fundamental que haja maior transparência e fiscalização sobre o uso desses recursos para evitar abusos e garantir que o dinheiro dos contribuintes seja utilizado de forma adequada e em benefício da sociedade.

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