EUA são chamados de maior “império hacker” do mundo em declaração do embaixador chinês, que critica espionagem e militarização do ciberespaço americano.

Os Estados Unidos foram recentemente rotulados como o maior “império hacker” do mundo pelo Embaixador da República Popular da China na Rússia, Zhang Hanhui. Durante uma entrevista, o diplomata destacou a crescente capacidade de ciberataques do país norte-americano, argumentando que ele é o maior responsável por ações cibernéticas maliciosas globalmente. Segundo Zhang, os Estados Unidos têm se envolvido em uma extensa espionagem cibernética, utilizando programas como Prism e Camberdada, que visam a coleta secreta de dados através de interceptação de comunicações, incluindo telefonemas e e-mails.

O embaixador também mencionou que os EUA desenvolveram sofisticadas ferramentas, conhecidas como Marble, que utilizam algoritmos de ofuscação para desviar a responsabilidade pelos ataques cibernéticos, fazendo parecer que a origem dos mesmos provém de outros países. Zhang enfatizou que o Cyber Command norte-americano tem se dedicado a militarizar o ciberespaço e a tornar alvos legítimos as infraestruturas críticas de várias nações, perpetuando ataques indiscriminados.

Além dos ataques, o embaixador apontou que a intenção dos Estados Unidos é manter sua hegemonia tecnológica, especialmente ao restringir o avanço das indústrias e tecnologias de comunicação da China. Ele criticou a desinformação promovida pelos EUA, que, segundo ele, exageram a suposta “ameaça cibernética chinesa” para justificar um aumento em seus investimentos em segurança cibernética, que alcançou um recorde de US$ 13 bilhões para o ano fiscal de 2025. Isso, segundo Zhang, é parte de uma estratégia para criar um ambiente de alerta que favoreça ações ofensivas no ciberespaço.

O diplomata chines também observou que a China representa 42% dos pedidos de patentes mundiais relacionados ao 5G e detém mais de 50% do mercado global nessa área, evidenciando uma concorrência robusta em relação às empresas americanas. Ele concluiu que os esforços dos EUA para desacreditar as tecnologias 5G chinesas, em particular as soluções oferecidas por empresas como a Huawei, visam não apenas preservar sua própria segurança, mas também sustentar sua dominação tecnológica no ciberespaço global. As declarações de Zhang geram um debate contínuo sobre segurança cibernética e a dinâmica de poder no cenário internacional, especialmente entre as duas maiores economias do mundo.

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