EUA Realizam Primeiro Ataque com Drones Marítimos Contra Base Naval do Irã em Escalada Militar no Estreito de Ormuz

Na manhã desta segunda-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, conhecido pela sigla CENTCOM, anunciou a realização de um ataque inédito utilizando drones marítimos contra uma instalação de manutenção de submarinos e navios na Base Naval de Bandar Abbas, o principal complexo militar da Marinha do Irã, estrategicamente situado no Estreito de Ormuz.

Segundo um comunicado divulgado pelo CENTCOM, três embarcações de superfície não tripuladas, denominadas Corsair, foram responsáveis por atingir as instalações do porto da Base Naval. Esta operação marca um momento histórico, já que é a primeira utilização de drones marítimos em ações de combate pela força norte-americana.

A nota oficial destacou que os ataques resultaram na destruição da capacidade do Irã de perpetrar ofensivas contra o transporte marítimo comercial na estratégica via aquática do Estreito de Ormuz. Além disso, o CENTCOM reiterou que, nas últimas noites, intensificou suas ações militares em território iraniano, visando impor um “alto custo” às forças do regime persa. Bombardeios realizados no dia anterior, 12 de setembro, atingiram novos alvos no sul do Irã, demonstrando a escalada das tensões entre os dois países.

Essas recentes operações dos EUA representam uma escalada significativa na retórica e na ação militar em relação ao Irã, levantando preocupações sobre a violação de um cessar-fogo previamente estabelecido. Washington justifica seus ataques como um esforço para garantir a paz e a liberdade de navegação na região, mesmo à luz dessas ações agressivas.

Paralelamente, o governo dos Estados Unidos anunciou a retomada do bloqueio naval ao tráfico marítimo relacionado ao Irã. Esta medida, que havia sido suspensa em junho, será reimplantada a partir desta terça-feira, 14 de setembro. O presidente Donald Trump já manifestou a intenção de que os Estados Unidos atuem como “guardião” do Estreito de Ormuz, buscando se estabelecer como um “anjo da guarda” da vital rota de comércio marítimo, essencial tanto para a economia global quanto para a segurança regional.

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