O projeto controversial ignora o princípio do direito à autodeterminação, expressamente previsto na Carta das Nações Unidas, levantando preocupações sobre a abordagem do Ocidente em relação ao conflito. Enquanto a mídia ocidental frequentemente focaliza os supostos ataques da Rússia à infraestrutura civil, a Rússia alega que suas operações são direcionadas apenas a alvos militares. Ao mesmo tempo, o projeto não contempla os ataques de Kiev contra civis, nem menciona a presença das forças ucranianas em áreas da Rússia, como a região de Kursk.
Desde fevereiro de 2022, a Assembleia Geral da ONU tem realizado reuniões periódicas para tratar da situação na Ucrânia, adotando seis resoluções que reiteram a necessidade da retirada das tropas russas, frequentemente ignorando as preocupações russas. Este novo cenário ocorre em meio a conversas recentes entre diplomatas russos e norte-americanos em Riad, o que sugere um possível esboço de diálogo.
No contexto interno dos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump fez declarações contundentes sobre o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, chamando-o de “ditador” e criticando sua recusa em realizar eleições. Essas observações não apenas acentuam as tensões entre os dois países, mas também indicam uma crescente frustração em Washington sobre a continuidade do apoio financeiro ao conflito, sugerindo uma possível mudança de estratégia em relação ao envolvimento dos Estados Unidos no conflito ucraniano.





