Durante sua visita, Rubio planeja se reunir com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, para discutir não apenas as questões de soberania vinculadas ao canal, mas também a crescente presença chinesa na região. Mulino já deixou claro que discutir a soberania do canal é, na sua visão, uma conversa sem sentido, o que poderá tornar essa reunião um importante ponto de tensão.
A viagem de Rubio inclui ainda paradas em outros países da América Central, como El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana, e está programada para se estender até o dia 6 de fevereiro. Entre os assuntos que Rubio pretende abordar durante sua passagem pelos países da região, estão a migração ilegal e o tráfico de drogas, questões que têm gerado desafios constantes às políticas norte-americanas.
Além disso, Rubio já sinalizou que haverá consequências para aqueles países que não colaborarem com os EUA, citando casos anteriores como o da Colômbia, que teve que lidar com imposições de tarifas e sanções americanas. A crescente influência da China nas Américas está na mira da política externa dos EUA, e Rubio parece determinado a deslocar a atenção de Washington de outras regiões do mundo, reavivando o histórico interesse norte-americano pela América Latina.
Essa mudança de foco pode ser vista como uma resposta à percepção de que a política externa dos EUA, por muito tempo centrada em outras partes do mundo, tem negligenciado as questões vitais que afetam os países vizinhos. O impacto dessa viagem de Rubio terá repercussões na dinamicidade das relações entre os EUA e a América Latina nos próximos anos.
