Durante sua estadia, Austin anunciou que os EUA e Fiji estão em processo de acordo sobre o “status das forças”, que permitirá um aumento substancial da presença militar norte-americana no país. Embora tenha firmado que não haverá uma base permanente, o novo tratado abrirá espaço para uma série de atividades militares conjuntas, incluindo exercícios de treinamento com as forças armadas locais, ressaltando a intenção dos EUA de se fortalecerem na região.
A crescente atenção dos Estados Unidos para o Pacífico não é uma coincidência. Historiadores e analistas observam que esse movimento é parte de uma estratégia de segurança nacional mais ampla, conhecida como “cadeia de ilhas”, que visa impedir a livre movimentação da Marinha da China, além de restringir suas capacidades de comércio e expansão territorial em momentos de crise. Essa abordagem, que remonta ao período após a Segunda Guerra Mundial, busca criar uma rede de alianças e parcerias estratégicas que sirvam de barreira contra a influência crescente da China.
Nos últimos anos, a administração Biden tem intensificado essas iniciativas na região, refletindo um comprometimento em manter a hegemonia dos EUA no Indo-Pacífico. Isso inclui acordos com países como Papua-Nova Guiné e investimentos significativos em infraestrutura militar, com previsão de aumentos orçamentários que vão de US$ 3,5 bilhões a mais de US$ 11 bilhões até 2025.
Essas ações destacam um momento de crescente tensão geopolítica, em que a presença militar dos EUA está se expandindo não apenas em Fiji, mas em várias nações aliadas da região. Com exercícios conjuntos, a instalação de bases sofisticadas, e a modernização de instalações estratégicas, os EUA estão sinalizando um compromisso de longo prazo em conter a postura assertiva da China, ao mesmo tempo em que buscam fortalecer sua rede de aliados na região.