Um representante do governo dos EUA justificou a inclusão da carne bovina nesta lista, destacando a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. Ele indicou que, atualmente, a cadeia de suprimentos da carne bovina permanece inalterada, já que o rebanho nos Estados Unidos atingiu seu menor número em 75 anos. O funcionário ressaltou que os pecuaristas americanos estão enfrentando desafios para recompor seus rebanhos e atender à demanda do mercado, enquanto o presidente americano reforça a importância de manter preços acessíveis para os consumidores.
Além disso, foi informado que quaisquer mercadorias que estão atualmente em trânsito para os Estados Unidos estarão isentas da nova sobretaxa, o que pode trazer um alívio temporário para alguns exportadores brasileiros. Contudo, o tom do discurso do representante americano foi cauteloso em relação a possíveis retaliações que o Brasil poderia considerar. Ele afirmou que, caso o país sul-americano decida retaliar, os Estados Unidos poderiam responder com medidas ainda mais severas, indicando que essa situação é sensível e deve ser cuidadosamente gerida por ambas as partes.
Embora o cenário possa parecer desafiador, o funcionário enfatizou a falta de previsões sobre uma retaliação do Brasil, sugerindo que o diálogo e a cooperação ao invés da confrontação deveriam prevalecer. Ele concluiu que a retaliação não seria do interesse de nenhuma das nações envolvidas, destacando que um ambiente de comércio saudável deve ser a prioridade para ambos. Com isso, as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos prometem ser um assunto relevante nas discussões econômicas nos próximos meses.





