Essas novas tarifas, que entrarão em vigor no dia 28 de julho, ainda estão sob análise pelo governo brasileiro, conforme informou Elias Rosa durante uma coletiva no Ministério. Ele destacou a complexidade da decisão, que envolve uma extensa lista de produtos e classificações. O impacto será desigual, com cerca de dois mil produtos mantendo-se isentos das novas sobretaxas. No entanto, setores como celulose e pescados, que até então não estavam sujeitos à tarifa anterior, agora enfrentam a nova taxa de 12,5%. Por outro lado, produtos como calçados, máquinas e confecções enfrentarão a cumulatividade tarifária, resultando em uma carga total de 37,5%.
O ministro classificou as ações do governo americano como “extremamente injustas e danosas”, ressaltando o impacto negativo em setores específicos, como o de madeira. Em resposta a essa situação adversa, o governo brasileiro planeja focar na assistência aos setores prejudicados e avaliar os passos legais a serem tomados junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) antes de reiniciar negociações com os Estados Unidos.
Elias Rosa enfatizou a necessidade de apoiar as empresas afetadas e preparar contestações jurídicas contra as novas medidas tarifárias. Além disso, o governo brasileiro não descarta a possibilidade de utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada recentemente, como um instrumento de resposta às tarifas impostas.
Ao rebater as alegações de “trabalho forçado” feitas pela administração americana, o ministro afirmou que essa acusação carece de fundamento e caracteriza uma decisão ilegal. Ele defendeu que o Brasil tem um compromisso histórico no combate ao trabalho forçado e é signatário de convenções internacionais que tratam do tema.
A nova política tarifária dos Estados Unidos não apenas afeta o Brasil, mas também países da União Europeia e outros 60 parceiros comerciais, e ocorre em um contexto de crescente proteção comercial global. Esta situação exige resposta cuidadosa e estratégica do governo brasileiro, que promete não hesitar em adotar as medidas necessárias para proteger seus interesses econômicos.





