Entre os produtos que não sofrerão essas tarifas estão o café, a carne, o suco de laranja e diversas frutas, itens que são tradicionalmente importantes nas exportações brasileiras. Porém, o ministro também alertou sobre o impacto negativo que essa medida poderá ter sobre outros setores. Ele destacou que muitos produtos, como calçados, máquinas, equipamentos e confecções, estarão sujeitos à tributação acumulada, que pode chegar a 37,5% — uma consequência da combinação das duas tarifas anunciadas.
Essas novas taxas, segundo o governo dos Estados Unidos, surgem em resposta à suposta falha do Brasil e de outros 59 países em impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado. A decisão inclui uma sobretaxa que (aplicada a 54 nações a uma taxa de 12,5% e a outras seis a 10%) visa proteger o mercado americano contra práticas comerciais consideradas desleais. No caso específico do Brasil, as exportações afetadas pela tarifa de 12,5% correspondem a cerca de 42% do total enviado aos EUA em 2025, e esse percentual sobe para 43% quando se considera o volume de 2024.
O ministro Elias Rosa enfatizou o compromisso histórico do Brasil em combater o trabalho forçado e destacou que o país é signatário de todos os acordos da Organização Internacional do Trabalho. Ele defendeu que o Brasil tem adotado medidas eficazes na fiscalização e acolhimento de vítimas desse tipo de trabalho, argumentando que as taxas tributárias impostas são inesperadas e prejudiciais tanto para o comércio quanto para as relações bilaterais entre os países.
A expectativa é que essa situação traga desafios adicionais aos exportadores brasileiros, forçando-os a reavaliar estratégias de mercado enquanto tentam manter a competitividade no cenário global. Comunidades empresariais e economistas observam atentamente o desdobramento dessa questão, uma vez que o impacto das tarifas pode se estender além das fronteiras comerciais, afetando a economia interna e as relações diplomáticas.





