Em sua fala, Wang destacou a disposição inabalável da Belarus em apoiar a China. Ele expressou apreciação pela cooperação contínua e a lealdade do país. As discussões incluíram o fortalecimento das parcerias em segurança, além da elaboração de um plano para estabelecer um banco de desenvolvimento que atue entre as nações. Um acordo formal foi assinado, envolvendo consultas entre os ministérios das Relações Exteriores dos dois países para o biênio 2026-2027.
O diálogo com o chanceler uzbeque, Bakhtiyor Saidov, centrou-se principalmente em projetos de infraestrutura, especialmente no que diz respeito à construção da ferrovia que conectará a China ao Quirguistão e ao Uzbequistão. Ambos os chanceleres concordaram em maximizar a utilização de mecanismos de cooperação em segurança e aplicação da lei, além de destacar a importância de aumentar a colaboração em fóruns internacionais, como a ONU e o próprio OCX.
Além disso, Wang Yi parabenizou Belarus e Uzbequistão por serem membros fundadores da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, uma iniciativa recentemente proposta pela China. Esta nova entidade visa promover o desenvolvimento e a regulamentação de tecnologias emergentes, refletindo o crescente papel da China no cenário tecnológico global. Durante uma cerimônia realizada em Xangai, mais de 20 países, incluindo Rússia, Brasil, Cuba, Nicarágua e Venezuela, assinaram o acordo para fundar a organização.
Fundada há 25 anos, a OCX se consolidou como uma das principais instituições da Eurásia, reunindo dez Estados membros, entre os quais se destacam China, Rússia, Índia e vários países da Ásia Central. O fortalecendo dessa organização é crucial para a cooperação regional em um mundo cada vez mais polarizado. As movimentações recentes demonstram um alinhamento estratégico entre esses países, com implicações significativas para a dinâmica de poder na região.





